domingo, 26 de agosto de 2012

Nossos Corpos São Compostos de Energia e Informação






Para transformar os padrões do passado você tem que saber de que eles são feitos. O seu corpo parece ser composto de matéria sólida que pode ser subdividida em moléculas e átomos, mas a física quântica nos diz que todo átomo é composto de mais de 99,9999% de espaço vazio, e as partículas subatômicas que se movem à velocidade da luz através deste espaço na verdade são feixes de vibrante energia.







Estas vibrações contudo, não são aleatórias e sem significado; elas carregam informações. Assim, um feixe de vibrações é codificado como um átomo de hidrogênio, outro como oxigênio; cada elemento é na verdade, seu código próprio e único.

Os códigos são abstratos, assim também como, em última análise, o nosso cosmos e tudo o que há nele. O exame da estrutura física do corpo até a sua origem termina quando as moléculas cedem a vez aos átomos, os átomos às partículas subatômicas e estas partículas por sua vez a manifestações de energia que se desenvolvem no vazio. Vazio este que é misteriosamente impresso com informações mesmo antes de qualquer informação ser impressa.

Assim como milhares de palavras existem silenciosamente em sua memória antes de
serem pronunciadas, o campo quântico contém todo o universo em forma ainda não dotada de expressão; tem sido assim desde o Big Bang, quando bilhões de galáxias foram comprimidas em um espaço milhões de vezes menor do que o ponto final desta frase. No entanto mesmo antes deste ponto infinitesimal, a estrutura do universo
existia em uma forma não-manifesta.

O que há de essencial no universo, inclusive o seu corpo, é não-matéria, só que não é não-matéria comum. É uma não-matéria que pensa. O vazio no interior de cada átomo pulsa com informações invisíveis. Os geneticistas localizam estas informações
basicamente no interior do DNA (ácido desoxirri-bonucléico), mas isto é feito apenas por ser mais conveniente.

A vida se desenvolve quando o DNA compartilha suas informações codificadas com seu gêmeo ativo, o RNA (ácido ribo-nucléico), que, por sua vez, dirige-se ao interior da célula e distribui partículas de informações para milhares de enzimas, as quais usam então suas informações específicas para fabricar proteínas.

Em todos os pontos desta sequência foram trocadas energia e informações — caso contrário teria sido impossível haver o surgimento da vida a partir de matéria inerte. O corpo humano obtém sua energia básica através da queima de açúcar, que é
transportado para as células em forma de glicose, ou açúcar do sangue.

A estrutura química da glicose é intimamente semelhante à do açúcar de mesa comum, a sacarose. Só que se você queimar açúcar comum, não terá as estruturas sofisticadas e complexas de uma célula viva; terá apenas um punhado calcinado de cinzas e traços de águas e dióxido de carbono no ar.

O metabolismo é mais do que um processo de queima; é um ato inteligente. O mesmo açúcar que permanece inerte em um torrão sustenta a vida com sua energia porque as células do corpo o impregnam com novas informações.

O açúcar pode contribuir com sua energia para o rim, o coração ou uma célula do cérebro, por exemplo. Cada uma delas contém uma forma absolutamente distinta de inteligência — as contrações rítmicas de uma célula cardíaca são completamente diferentes das descargas elétricas de uma célula cerebral ou das trocas de sódio de uma célula do fígado.

Por mais maravilhoso que seja esse tesouro de informações diversificadas, 110 fundo há uma única informação compartilhada por todo o corpo. É o seu fluir que mantém você vivo, e quando cessa de fluir, no momento da morte, todo o conhecimento armazenado no seu DNA passa a ser inútil.

À medida que envelhecemos, esse fluxo de informações vai se comprometendo de diversas maneiras. A inteligência específica dos sistemas imunológico, nervoso e endrocrinológico começa a ser prejudicada; e, como é do conhecimento dos fisiologistas, esses sistemas funcionam como os controles principais do corpo.

Suas células imunológicas e suas glândulas endócrinas são equipadas com os mesmos receptores para sinais emitidos pelo cérebro que os seus neurônios; assim sendo, funcionam como uma extensão do cérebro. A senilidade não pode ser considerada então
como simplesmente uma doença confinada à nossa massa cinzenta; quando a informação é perdida no sistema imunológico ou no endocrinológico, a senilidade de todo o corpo está se instalando.

Já que tudo isso acontece a um nível invisível, não manifesto, as perdas seguem despercebidas até atingirem um estágio muito adiantado, quando são expressas como um sintoma físico. Os cinco sentidos não podem ir fundo o bastante para experimentar os bilhões de trocas quânticas que criam o envelhecimento.

O ritmo de mudança é ao mesmo tempo rápido e lento demais: rápido porque as reações químicas individuais se passam em menos que 1/10.000 do segundo, lento porque seu efeito cumulativo não aparece senão em alguns anos. Essas reações envolvem informações e energia em uma escala milhões de vezes menor que um único átomo.

A deterioração que vem com a idade seria inevitável se o corpo fosse exclusivamente matéria, já que todas as coisas materiais são vítimas em potencial da entropia, ou seja, da tendência dos sistemas ordenados de se tornarem desordenados. O exemplo clássico de entropia é o carro que enferruja abandonado num ferro-velho; a entropia degrada a máquina e a transforma em ferrugem esfarelenta.

Não há chance de que o processo funcione em sentido inverso — que um monte de ferrugem volte a ser um carro novo. Mas a entropia não se aplica à inteligência — uma parte invisível de nós é imune às vicissitudes do tempo.

A ciência moderna começa a descobrir as implicações destes fatos, mas há séculos que tradições espirituais nos dão conta da existência de mestres que preservaram a juventude de seus corpos até idade muito avançada.

A índia, a China e o Japão, e, em número menor, o Ocidente cristão, viram nascer sábios que perceberam sua natureza essencial como um fluxo de inteligência. Preservando e nutrindo este fluxo ano após ano, esses sábios venceram a entropia a partir de um nível mais profundo da Natureza.

Na índia o fluxo da inteligência é chamado de prema (geralmente traduzido como"força vital"), que pode ser aumentado e diminuído ao sabor da vontade. Mexido aqui e ali e manipulado para manter o corpo em ordem e jovem. A capacidade de contatar e usar o prana está  dentro de todos nós.

Um iogue movimenta o prana usando apenas o poder de concentração, pois, a um nível profundo, concentração e prana são a mesma coisa — a vida é consciência, e consciência é vida.

Deepak Chopra




Fonte: Extraído do Livro "Corpo Sem Idade, Mente Sem Fronteiras"