sábado, 22 de dezembro de 2012

O Brilho da Felicidade...




Algo estranho tem acontecido comigo... estou mais feliz... agora... Pensando bem... estranho é achar que é estranho estar mais feliz... Não que não fosse feliz, mas agora é uma felicidade mais livre... Como felicidade não precisa de explicação, vou deixar os detalhes para lá...






Mas mesmo sem explicação, entendo que algumas coisas fizeram a diferença... primeiro foi o não fazer planos seguido da quebra das rotinas e... da disponibilidade para ser feliz.

Os dois primeiros eu já contei aqui... agora... a disponibilidade para ser feliz aconteceu assim do nada... Um dia em que eu me vi esperando que a minha felicidade viesse da ação do outro e de coisas fora de mim, que não aconteciam.... me senti muito triste...

No dia seguinte, entendi que eu é que não estava muito aberta para a felicidade e que nada nem ninguém poderia fazer isso por mim... Ninguém poderia me dar o que eu não estava pronta para receber... e tomei uma decisão profunda de me abrir mais para usufruir da felicidade a cada dia...

Fiz um compromisso comigo mesma e, para isso, resolvi sair e encontrar algo que pudesse andar sempre comigo e que me lembrasse dessa disponibilidade... dessa abertura nova para a felicidade...

E, assim, fui procurar algo que me veio à cabeça, poderia simbolizar isso para mim. Eu amo âmbar e pensei que um pingente de âmbar poderia ser esse símbolo... e fui procurar no Museu do Âmbar... mas não encontrei... e depois andando por uma rua com muitas lojas, achei duas coisas que me chamaram atenção...

Como boa geminiana, fiquei na dúvida entre as duas... e tentei racionalizar qual seria mais significativa... uma joaninha, ou um pingente com umas folhas de prata. Para complicar ainda mais, enquanto tentava decidir, encontrei uma cruz de âmbar com quatro lados iguais... que era muito significativa para mim.

Diante de mais um elemento tão significativo, foi demais para minha mente que já queria se perder diante de tantas informações, e então... resolvi entregar ao meu coração... e ele optou pelo pingente lindo de âmbar com umas folhas de prata, de forma simples e definitiva, tirando-me do emaranhado que a dúvida tentava me colocar... depois, percebi que o pingente era muito parecido com um par de brincos que eu tinha...

E assim fiz. Coloquei o pingente com essa intenção, de estar mais aberta e disponível para usufruir da felicidade... e que isso só dependia de mim... cortei a dependência da minha felicidade a qualquer coisa fora de mim...

Bom... só sei que de alguma forma isso funcionou até mais do que eu poderia esperar... Todo dia de manhã, ao colocar o pingente, eu já me lembrava de estar aberta para receber a felicidade... e com a quebra da rotina e a ausência de planos, senti que um movimento novo começou a acontecer a partir de mim...

Alguns dias fazia coisas diferentes que me faziam mais feliz, e eu poderia pensar que era essa a chave... Mas em outros dias... as mesmas coisas que fazia antes não me deixavam mais feliz...

Então, entendi que era algo dentro de mim que fazia a diferença... uma abertura para usufruir da felicidade... e notei que, ao aceitar que minha felicidade não estava nas mãos de ninguém, eu tirei do outro essa responsabilidade, e isso deu uma leveza muito maior ao meu relacionamento com as pessoas... e com a vida em geral...

Por incrível que pareça, até os atos mais simples e corriqueiros ganharam outro sabor... outras cores, e me vi gostando e curtindo fazer coisas que nunca imaginei... Foi com um certo encantamento que me peguei limpando a pia da cozinha até que ficasse brilhando... Isso é só um exemplo de muitos outros que percebi...

Na verdade, nada ao meu redor mudou ou ficou diferente... eu é que me abri para tudo que estava ao redor... E como por milagre, tudo ficou novo e com um brilho especial... o brilho da felicidade.

Rúbia A. Dantés


Designer, cria mandalas e ilustrações em conexão...
Trabalhos individuais e em grupo, com o Sagrado Feminino, o Dom e o Perdão...
medite on-line e visite seu Site.
Email: rubiadantes@globo.com


Fonte: Somos Todos Um